29/06/23

BUDDHA EDEN - JARDIM da PAZ

Buddha Eden, Jardim da Paz

  Alguns meses atrás encontramos na caixa de correio um prospecto relativo a uma empresa de excursionismo, associada à venda de produtos. Entre as diversas ofertas encontramos uma que muito nos surpreendeu e levou à preparação do presente trabalho: “Um dia de excursão; Grande Parque temático …. Jardim do Oriente” [1].

Com intenção, a nível profissional, de incluir este espaço temático na construção de um novo itinerário turístico, deslocamo-nos ao local, por várias vezes, de forma a efetuar o seu estudo e caracterização.

 O Buddha Eden, Jardim da Paz, que começou a erguer-se há dois anos e meio, foi concebido pelo Comendador José Berardo como forma de resposta á destruição dos budas no Vale de Bamiyan, no Afeganistão em 2001, pelos talibãs. O jardim constitui uma forma de homenagem a essa perda, sem justificação, dos budas considerados como herança da humanidade, criando um local que compensasse um pouco essa perda.

Situado na Quinta dos Loridos [2], junto ao Bombarral, o jardim ocupa aproximadamente 35 hectares da propriedade e exibe inúmeras esculturas[3] de budhas, soldados em terracota [4], dragões, deuses, pagodes, etc., num total de cerca de 6.000 toneladas de mármore e granito. Na paisagem natural, salientam-se um lago, varias zonas panorâmicas, um miradouro e vários caminhos que se abrem pela vegetação, conduzindo a inúmeros recantos, propícios ao silêncio, tranquilidade e meditação.

  Embora ainda não aberto oficialmente [5], o espaço já constitui um ponto de atração turística, com muitos visitantes nacionais e internacionais [6].

  Com base nas nossas visitas ao jardim e nas ideias apresentadas pela organização em diversas publicações, procuramos descobrir: o que poderá experimentar o visitante neste jardim?

Um jardim em espaço rural

  Nos últimos anos temos assistido a uma maior procura e frequência dos espaços rurais, para o consumo de diversas atividades de lazer, por parte das populações urbanas. O campo para além de possuir uma série de elementos na paisagem que fascina e atrai os citadinos, é sinónimo de alegria. Procura-se na paisagem rural a sua beleza e harmonia. O citadino vai em busca do “imaculado, o primitivo, o natural, o que é entendido como o ainda não tocado pela modernidade [7]” (Cohen 1988: 374). Envolto por este ambiente rural encontramos o Jardim da Paz.

  Se entendermos que a motivação turística tem como base fatores de ordem social, relacionados com a necessidade do individuo em “escapar da vida quotidiana”, em busca de “algo” que não existe no local, onde ele habitualmente vive e trabalha, então podemos entender este jardim, como um espaço rural onde a motivação corresponde simultaneamente a um elemento de “escape” e de procura de “algo”. A natureza ao corresponder a essa necessidade de “escape”, apresenta-se como a antítese ao urbanismo metropolitano  (Dicks, 2003).

  Na procura deste tipo de espaços sobressai também a “moderna ideia (...) do desejo para experimentar algo diferente, algo que faça parte das vidas de outros, mas que tenha alguma relação de retorno a nós” (Dicks, 2003: 8). Ou seja, o turista é atraído pelo exótico, pelo diferente, pelo «outro» que se lhe oferece como um estranho a descobrir (Smith, 1987).

  A natureza desde há muito que produz destinos turísticos (Dicks, 2003).  A introdução de estatuas na representação do espaço promove uma guturalização da natureza. Um jardim entre vinhedos requalificado para consumo cultural apresentando um conjunto cénico de lugares e elementos iconográficos bem conhecidos (como as estatuas de budas) que representam identidades étnicas, períodos históricos ou formas de vida. Ou seja, um micro ambiente oferecendo ao visitante um conjunto de micro vistas e recantos muito apelativos.

Assiste-se à descoberta da arte na natureza num ambiente de fusão entre ambas (Dicks, 2003). Neste parque o “outro torna-se o pitoresco, aplicando-se lhe o rotulo étnico de cultura exótica” (Dicks, 2003: 100). A adição desses artefatos culturais, na forma de sinais interpretativos, zonas panorâmicas, loja, centro de visitas, etc., atraindo não só os amantes da natureza, mas um publico mais diversificado, atribui ao espaço um rosto humano, permitindo a humanização dessa natureza (Dicks, 2003).

  Propõe-se ainda “uma forma informal de aprendizagem (...) que suscita o convite a um tipo de utopia alternativa ao urbanismo e o seu atual degradado mundo” (Dicks, 2003: 111), bem como uma alternativa de paz assente num pressuposto religioso, duma doutrina não expansionista, o Budismo.

  Estamos perante um espaço rural onde se fundem os valores da arte, da religião,  história e da natureza, de forma a comunicar com o visitante passando-lhe a mensagem de uma unidade essencial (Dicks, 2003). È o enfatizar de uma interdependência entre humanos e a natureza.  Neste caso, não só temos a natureza em forma de museu, como uma forma de lembrar que ela existe e está ali.

A exposição

  Se a interatividade constitui uma chave característica da exibição contemporânea da cultura, como se inscreve neste espaço temático? Onde reside o apelo à interatividade e que tipos de experiência podem ser dadas ao visitante?

  Analisando à luz das técnicas de interpretação (Dicks, 2003) que o espaço oferece, observamos os objetos e lugares na tentativa de perceber se a simbologia permitia reconhecer as referencias às culturas em exibição. Ou seja, procuramos encontrar a contextualização que permita situa-los no lugar, tempo e tema.  A forma de elaborar o tema adquire particular importância para a sua interpretação. Esta contrasta de forma a explicitar os seus significados. O objeto da interpretação deve produzir ambientes onde a preocupação pela beleza esteja presente e atraia os visitantes, mas com alguns significados que lhes sejam comuns da vida diária.

  Se comparamos este jardim temático oriental com um ocidental, reparamos que ambos tem lago(s), zonas arborizadas, zonas de relvados, vegetação diversificada, lugares para desfrute, miradouro(s), recantos isolados, caminhos, planos e elevações e estatuas em pedra ou bronze. Ora todos estes elementos são comuns nos jardins portugueses. Então onde está a diferença? No tema das estatuas e na forma como estão enquadradas sugerindo o lugar dos “outros”.  Pensamos que as estatuas expostas e a sua densidade poderão ajudar o visitante a sentir-se incluído no lugar do “outro”. Mas existirá alguma interatividade que lhe ofereça uma ponte através da distância existente entre o visitante e a cultura em exibição? Nesta exibição cultural encontramos “o uso do principio de simulação e/ou reconstrução para providenciar um vislumbre de uma realidade mais vasta que envolve o objeto, ou acontecimentos numa história mais vasta do que está sendo dito. Procura-se imergir o visitante numa envolta encenação de situações humanas ilustrando o uso do significado de objetos e costumes”  (Dicks, 2003: 165-166).

  A exibição suscita um curiosidade quase etnográfica, pela vontade do visitante em procurar descobrir como este lugar realmente se aproxima do real. Essa curiosidade preenche a culturalízação do turismo (Dicks, 2003). Ou seja, a exibição deverá ser capaz de apresentar a(s) cultura(s) em tema, tanto como espetáculo, como conhecimento. Alimentar tanto o olho como o cérebro. O importante é não produzir apenas sensações em detrimento do conhecimento e da compreensão.

  Em suma, a forma mais importante de um jardim temático moldar a percepção do visitante é através do seu ambiente. Creio que a arquitetura ambiental de um lugar com estas características controla inteiramente a experiência da visita desde a abordagem não só inicial como no seu movimento através do espaço.

A contemplação, o olhar turístico

  Estes espaços temáticos são consumidos porque supostamente produzem experiências agradáveis e que são diferentes daquelas que experimentamos diariamente na nossa vida.  “Uma parte dessa experiência é contemplar ou ver uma série de cenas diferentes de paisagens (...) que estão para lá do ordinário”  (Urry, 2008: 1). As experiências turísticas envolvem alguns aspectos ou elementos que induzem a essas experiências agradáveis as quais, por comparação com o diário, estão fora do comum.

  Assim, terão que existir alguns aspectos no lugar a ser visitado que o distinga daquilo que convencionalmente encontramos no dia-a-dia. Os “objetos de contemplação turística devem ser de qualquer forma diferentes” (Urry, 2008: 12), pois “as pessoas devem experimentar em particular prazeres distintos que envolvam sensações diferentes ou numa escala diferente daqueles que habitualmente encontram na sua vida diária (2008: 12). Essa contemplação que permite-nos separar da experiência de cada dia é diretamente proporcional ao contraste implícito nas praticas sociais não turísticas.

  A forma de como o jardim se encontra estruturado demonstra algum cuidado na procura de significados para a construção de fenómenos que contemplem o olhar dos visitantes, o que Urry (1996) chama de atracção inventada. Ou seja, construções de significados culturais para agradar e ir de encontro à expectativa do visitante.

  Este espaço permite ainda que o visitante tenha a experiência da contemplação de diversos sinais das diversas culturas em exibição sem ter que viajar e concentrados apenas num local (Urry, 2008). Experiências emocionais, sentindo a natureza, os espaços abertos, os recantos fechados, paz, a tranquilidade, os sons da natureza, o olhar e o preenchimento pessoal (a aprendizagem histórico-cultural). De acordo com a teoria de Urry (2008) os turistas vem contemplar neste jardim os símbolos ou sinais que metaforicamente representam o conhecimento, a liberdade e a paz.

  Em suma, o local transformado produziu uma paisagem contemplativa de um determinado espaço tempo, histórico religioso, que promove um conjunto de emoções as quais funcionam como elo de ligação ao processo de guturalização.

A autenticidade

  Um dos pontos que não poderíamos deixar de referir no nosso trabalho era a questão da autenticidade.

  A procura da autenticidade, inventada e construída é essencialmente protagonizada pelos turistas oriundos dos centros urbanos, que procuram noutros lugares o genuíno, na demanda constante de signos que cumpram a função de atribuir autenticidade aos lugares visitados (nomeadamente em ambiente rural e numa forte relação com a natureza).

  Se a motivação do visitante for na procura de “autenticidade”, isto é, o verdadeiro, o genuíno e tradicional (MacCannel, 1976), então não a vai encontrar. Neste jardim, a procura genuína de uma experiência autentica, que não é possível encontrar na sociedade do seu quotidiano, o turista  impossibilitado de a alcançar limitar-se-á a tomar contacto apenas com uma “autenticidade encenada”. Ou seja, pratica-se a experiência ilusória.

  Este jardim apresenta-se mais numa perspectiva pós modernista (Urry,2008; Cohen 1988) em que a autenticidade não é importante, mas sim o quebrar da rotina e a procura do “outro”. Provavelmente porque essa “autenticidade” é um valor eminente da sociedade moderna cuja emergência esta diretamente ligada ao impacto da modernidade sobre a atual unidade social (Cohen: 1988), ou seja, “um conceito socialmente construído” (1988: 374). Será determinante para percebermos o espaço (através de futuros trabalhos), como neste caso, “os turistas surgem procurando a autenticidade numa variedade de graus de intensidade, [em função] do seu grau de alienação da modernidade. Seguindo esta analise, podemos dizer que eles também irão conceber “autenticidade” em diversos graus” (Cohen, 1988: 376). 

  Em suma, o Jardim da Paz tem as características de um local em que a cultura foi inventada e encenada através de um processo de hibridação de formas e de conteúdos simbólicos, em que a autenticidade não é importante e cujo principal objetivo é fazer um intervalo lúdico, revitalizador, longe do trabalho quotidiano (Graburn, 1989). 

Propostas de rumo

 Apesar do espaço não estar ainda totalmente concluído, não podíamos deixar de elaborar um conjunto de sugestões de forma a que possa preencher os requisitos anteriormente exposto de uma experiência pessoal mais enriquecedora. Esperemos que dentro de meses esta nossas preocupações já estejam descartadas.

 A importância da legibilidade da mensagem toma aqui o protagonismo do tema. Por isso é importante não esquecer que a cultura exibe-se a partir do cuidado de a anunciar na forma de guias, operadores turísticos, agendas culturais, media, Internet, revistas, etc. Contamos que a organização venha a desenvolver os devidos esforços no sentido dessa promoção cultural e turística.

  Quanto à forma de exibição e para que o local seja bem interpretado, atribuindo-lhe um significado cultural é necessário que a organização elabore uma sugestão de como o fazer. Até porque os visitantes deverão ser convidados a interagir com esses sinais (elementos culturais) que estão em exibição. As sugestões para a interpretação do espaço são imprescindíveis, mas isso não significa que aos visitantes lhe seja retirada a escolha e a liberdade, tão importantes para a realização pessoal destes espaços de lazer. O  jardim, por envolver três culturas distintas, não pode apresentar uma única linha de interpretação, mas sim uma colecção de áreas temáticas.

  Entrando no local apercebemo-nos da inexistência de painéis gráficos, nem quaisquer indicações ao longo espaço. Estamos em crer que as esculturas foram colocadas tendo como referência a questão paisagística e o aproveitamento das características morfológicas da área, mais do que com alguma pretensão da elaboração de um percurso que promovesse e atribuísse uma mais valia na interpretação cultural do lugar. Ou seja, é importante informar, ensinar ou sugerir o visitante como deve “ler” o lugar, de forma organizada e visualmente coerente em torno do tema(s). Como sugere Urry, “as pessoas tem que aprender como, quando e onde ‘olhar’(2008: 9).

  Outro elemento importante e indispensável constitui a afixação nos diversos objetos em exibição de placas informativas que contenham a identificação e uma pequena explicação do seu significado. Dado o nosso desconhecimento por muitos dos diversos valores culturas e religiosos orientais, saímos com a ideia de muito pouco termos aprendido. A ligação entre os seus elementos e os seus significados torna-se imprescindível para uma realização total dessa experiência pessoal. Não nos podemos ficar apenas pela experiência da contemplação, escape e  vivência rural. Estas sim, preencheram-nos na totalidade.

  Sugerimos que a organização desenvolva e produza diversos elementos para acompanhar o visitante, tais como textos em forma de brochuras, catálogos e mapas. Falta ainda um espaço na loja para a venda de objetos (lembranças, colecções, artesanato, livros, CDs) que também não foram ainda produzidos e que reflitam os temas do jardim. Neste momento a únicas lembranças que podemos levar resumem-se a fotografias e filmes.

  Em suma, para que o parque possa transmitir algum conhecimento ao visitante será necessário “assegurar o seu acesso e encorajar ativamente à curiosidade em modos de uma aprendizagem informal” (Dicks, 2003: 9).

Conclusão 

  Em função do tempo que dispusemos para preparar este estudo, não nos foi possível ir mais além no aprofundar de outras questões.

  Dado que este trabalho foi feito com base numa observação não participante, faltou obtermos a leitura das experiências do publico visitante. Fica por fazer o registo em forma de inquérito do antes, durante e depois da visita a este espaço, para podermos perceber quem o visita, a expectativa com que chega e o tipo de preenchimento com que parte.

  O Jardim da Paz, surge-nos como um parque temático com «sentido etnográfico», desenvolvido com base no mecenato, orientado tanto para o turismo como para a educação, sem fins lucrativos (por enquanto) mas de certa forma ligado à sustentabilidade cultural ambiental da região.

  Um jardim onde os visitantes são convidados a desfrutar das diversas vistas panorâmicas, onde o esplendor das formas está presente, se faz apelo à meditação e se aprende um pouco de história. Pensamos que este novo espaço em construção se insere na tendência da produção de lugares onde a cultura é visitada, constituindo uma das diversa praticas turísticas.

  A composição do espaço leva a entender que os significados culturais estão literalmente escritos no aspecto paisagístico. A quantidade de estatuas, os seus tamanhos,  a forma de ostentação, asseguram-nos o registo dum passado com um futuro assegurado. Estamos perante um processo situado de memória e identidade histórica. Procurou-se juntar e criar, o pitoresco, o sentimental e o interesse histórico. Este espaço mostra-nos que a representação de uma identidade cultural não tem que estar necessariamente ligada ao seu território geográfico.

  Podemos ainda dizer que neste espaço a arte está exposta numa área aberta a uma maior audiência do que provavelmente estaria numa galeria ou museu e circunscrita a um publico mais limitado. Estamos pois, perante um micro ambiente oferecendo ao visitante um conjunto de micro vistas e recantos muito apelativos e onde transcendem as barreiras geográficas de distancia e lugar.

  O Buddha Eden corresponde à tendência para exibir culturas (que possuem grande atracção e riqueza) tidas como exoticamente diferentes. Aproveitando as palavras de Dicks, “o turismo é fundamental para a imagem do mundo como um mosaico cultural, organizado em volta da crença que lugares e grupos de pessoas diferentes que tem as suas próprias características culturais, abraçando valores distintos, conotações, imaginário e tradições” (Dicks, 2003: 45-46). Este jardim poderá perfeitamente ser orientado nesse sentido. Esta amostragem de outras culturas fora do seu espaço e das suas gentes ajuda a cimentar essa ideia do mundo como um “mosaico cultural” (Dicks, 2003).

  Em resumo, Um lugar onde se pretende o simulacro de uma paz, que se qualifica para a passagem de um dia fora, e que promete ir de encontro ao lazer e ao olhar do turista.

Bibliografia

·    COHEN, E. 1988 “Authenticity and commoditization in Tourism” in Annals of Tourism Research, 15, pp.371-386.

·    DICKS, Bella, 2003, Culture on Display. The Production of Contemporary Visibility. London: Open University Press.

·    GRABURN, N. 1989 “Tourism: The Sacred Journey” in Smith, V. (ed.) Hosts and Guests. The Anthropology of Tourism, Philadelphia, Pennsylvania Press, pp.21-36.

·    MACCANNELL, Dean 1976, The Tourist: A New Theory of the Leisure Class, New York, Shocken Books.

·    SANTOS, Mónica Monteiro, 2008, Setembro 25, Jardim oriental no Bombarral inaugurado em Maio de 2009, Viver, p. 1-3. 

·    SMITH, Valene L. 1990, Hosts and Guests. The Anthropology of Tourism, Philadelphia: University of Pennsylvania Press.

·    URRY, John, The tourist gaze, 2008, 2nd ed. (1991), Sage.


[1]  Ver Anexo 1

[2]  A Quinta dos Loridos, propriedade da Bacalhôa Vinhos de Portugal, dedica-se ao enoturismo, disponibilizando a propriedade para festas e eventos. Situada numa zona vinícola tradicional e incluída numa rota de vinhos, possui uma loja onde os visitantes podem adquirir os produtos da empresa e realizar uma prova de vinhos, aprendendo as formas da degustação.

[3]  Todas as estátuas foram construídas na China. Para o seu transporte, ao longo de ano e meio de viagens, foram necessários 276 contentores de 40 pés (Ver Santos, Mónica Monteiro, (2008, Setembro 25), Jardim oriental no Bombarral inaugurado em Maio de 2009. Viver, p. 1-3). 

[4]  Réplicas do famoso exército do imperador chinês Qin.

[5]  A cerimónia de inauguração está marcada para Maio de 2009 e procura ser muito especial, pois Berardo está a empreender todos os esforços para contar com a presença de Dalai Lama (Santos, 25 Setembro de 2008, pp. 2 e 3).

[6]  Só em Agosto de 2008 o espaço recebeu cerca de 5 mil visitantes por semana (cf. Idem).

[7]  Nas citações, todos os textos em língua estrangeira foram traduzidos para português.

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