Marcello e Spínola - a ruptura: as Forças Armadas e a imprensa na queda do Estado Novo, 1973-1974
Manuel A. Bernardo
366 pp., Histórias de Portugal - 21
Lisboa: Estampa (1996)
ISBN 972-33-1191-7
Este livro de Manuel
Bernardo, trouxe-nos a saudável recordação da época de 1973/1974 até aos
primeiros anos da Revolução dos Cravos.
Através deste trabalho o autor apresenta-nos
as diversas circunstâncias externas e nomeadamente internas que levaram à
aceleração de todo um processo de contestação a partir de Janeiro de 1974 e que
culminou num golpe de estado.
As três questões fundamentais apresentadas
neste seu trabalho, são essencialmente: os efeitos da «primavera marcelista» e
o aparecimento da Ala Liberal com o
seu papel reivindicativo; o papel da imprensa, procurando contornar a censura;
e o movimento de contestação militar por divórcio com o poder político. São
estes os três principais fatores que em conjunto vão promover o ambiente
propício ao desenvolvimento de um golpe de Estado pouco esperado por toda a
gente, incluindo os principais lideres da oposição: o 25 de Abril de 1974.
Antes de entrar propriamente nas grandes
questões que o livro aborda o autor tem inicialmente o cuidado de preparar o
leitor relativamente aos antecedentes e
à situação político social vivida em Portugal principalmente a partir de 1968
quando Marcello Caetano toma posse do governo.
Após assumir funções, uma das suas principais
preocupações foi lançar uma nova orientação política. Esta, teria inicialmente um lema de renovação mas,
na continuidade. Era uma posição que
se mantinha equidistante entre a direita e os sectores da oposição. Pois se por
um lado defendia a integridade do ultramar e a ordem por outro lado
perspectivava-se uma liberalização do próprio regime.
Assim, como se disse anedoticamente e ele
próprio comentou, fez sinal à esquerda e virou à direita. Fazer sinal à
esquerda significava transigir em alguns pontos menores destituídos de perigo.
Virar à direita significava manter a estrutura do Estado Novo na sua essência.
Como objetivo imediato, Marcello Caetano
necessitava da realização de eleições de forma a puder consagrar a sua
liderança. Para essa renovação procurou instituir uma reforma no seio da
própria União Nacional ao mesmo tempo que dava um certo espirito de orientação
liberal. Houve então um leve abrandamento na censura, e até o regresso do Bispo
do Porto D. António Ferreira Gomes exilado desde os tempos de Salazar foi
permitido.
Também foi permitida a promulgação da nova
lei sindical em que se dispensava qualquer homologação ministerial às eleições
diretas nos sindicatos.
Marcello Caetano conseguiu criar um clima de
expectativa que acabou por contagiar muitos dos sectores da vida nacional. Ou
seja, tentou acalmar as diversas facções da sociedade portuguesa: ao mais
conservadores prometeu continuidade e aos mais liberais deu esperança de
renovação. Esse foi o período que se designou de «primavera marcelista».
Foi nessa altura, que dentro das listas do
partido governamental começaram a sobressair alguns nomes, como Pinto Leite, Sá
Carneiro, Miller Guerra e Pinto Balsemão, que viriam a constituir na Assembleia
Nacional a designada «Ala Liberal».
Manuel Bernardo mostra-nos assim, um momento
chave em que a própria opinião pública começa-se a sentir atraída por um
confronto e disputa entre renovadores e conservadores que no seio do regime
defendiam alterações relativamente a direitos e garantias dos cidadãos bem como
a liberdade do pensamento político e religioso, entre outros.
Porém, essas alterações não eram fáceis de
obter, pois Marcelo Caetano procurava tanto quanto possível o controle dos
meios de comunicação social. Pretendia-se com esse controle manter e justificar
uma boa imagem junto da população.
O governo procurou demonstrar esse seu
espirito de liberalização do regime através da autorização da realização, em
Aveiro, em 1973, do III Congresso da Oposição Democrática. Pretendia-se mostrar
ao mundo a existência de um regime liberal em Portugal.
Nas eleições de 1973, Marcello Caetano
procurou convencer a opinião publica internacional de que vivíamos em
democracia. Até porque, havia um secretismo em relação à existência de presos
políticos no pais que levava a opinião pública internacional a ter uma ideia
contrária.
A reunião da oposição inicialmente focou dois
temas importantes e que dominaram a atenção dos intervenientes: o problema
africano e a influência dos resultados das eleições francesas e do congresso do
SPD de Willy Brant, nas estratégias dos partidos de esquerda da Europa.
O congresso da oposição teve como ponto
primordial, não a questão da defesa das
instituições e das liberdades democráticas, pensamento vindo da ala liberal,
mas sim a questão da guerra africana. Pretendia-se essencialmente o fim
imediato das hostilidades, o começo das negociações com os movimentos de
libertação e a autonomia dos povos africanos.
Porem, se a esquerda pelos factores
conjunturais da época conseguiu convergir interesses mútuos, ela também possuía
uma fraca capacidade de manobra e de actuação.
Mas, a Igreja e as forças armadas foram dois
sectores importantes na desagregação do regime, e do desbloqueio da situação
ultramarina. Ambas desencadearam um forte movimento de contestação ao governo
de Marcello Caetano.
Entretanto, por parte do governo,
efectuava-se o I congresso da ANP, em Maio do mesmo ano. Pretendia-se elaborar
um programa político com vista às eleições legislativas de Outubro, em que se
reafirmou a integridade do território e a manutenção do corporativismo. Ou
seja, manter um sistema que levava ao desajustamento com a realidade política e
social do mundo contemporâneo.
Seguem-se ainda nessa mesma altura a
contestação estudantil e a sindical, que eram bastante fracas e limitadas.
Neste mesmo período, realizaram-se ainda dois
outros eventos de importância: primeiro o Congresso
dos Combatentes, em Junho, na cidade do Porto, e que iria dar na criação do
Movimento dos Capitães que surgiria
como uma contestação ao regime; o segundo foi o encontro dos liberais efetuado
em Lisboa em Julho, que incluiu a discussão de diversas propostas de reflexão
sobre a vida económica, social e política da nação, e todas elas relacionadas
com os direitos fundamentais do homem.
Conforme já referimos, o autor apresenta-nos
a referência à atitude que a Igreja Católica teve em Portugal no lançar das
sementes da contestação ao Estado Novo. D. António Ferreira Gomes chegou mesmo
a ser o sustentáculo da força moral de alguns políticos da Ala Liberal, como foi o caso de Sá Carneiro. Do lado de Roma, o
Papa Paulo VI, sensibilizado pelas pressões anti-coloniais das Nações Unidas
criou alguma pressão à política ultramarina portuguesa. Assim, D. António
Ferreira Gomes, foi um religioso que utilizou o púlpito para interrogar a
orientação ultramarina do regime.
O problema ultramarino, era algo que estava
subjacente a todas as actividades político-sociais da vida nacional durante o
ano de 1973. No entanto o tema da guerra colonial, era pouco conhecido na
metrópole. A situação real que lá decorria não chegava aos ouvidos da opinião
pública devido ao apertado controle do «Exame Prévio».
Tanto a ANP como os movimentos oposicionistas
não conheciam as verdadeiras dimensões da realidade da guerra africana. Havia
grande desconhecimento no continente português em relação aos problemas
africanos.
Ao mesmo tempo, havia a desilusão dos
combatentes. Esta baseava-se em dois factos: o desajuste temporal das
iniciativas autonômicas portuguesas em relação ao processo de descolonização
mundial; e porque o longo esforço de guerra não tinha sido levado em atenção.
Era o desgaste das forças armadas e da população continental.
A contestação começaria na Guiné, a partir de
Outubro de 1972, quando Marcello Caetano não permitiu, que Spinola tivesse uma
derradeira hipótese com Amilcar Cabral, na tentativa de um entendimento para o
processo de autodeterminação. Foi o acordar de ressentimentos que já se vinham
arrastando desde a derrota militar na Índia em 1961.
O governo português, mantinha nos processos
autonômicos uma lenta progressão num tempo que já não se ajustava à situação
internacional e onde cada vez mais Portugal se encontrava isolado e atacado nas
reuniões da ONU e da OUA.
Esta intransigência de Marcello Caetano, face
às oposições tradicionais e reformista, fê-lo reafirmar ao pais, em Janeiro de
1973, de que valia a pena continuar a lutar no ultramar.
Entre as diversas análises que nos apresenta
no seu texto, como o testemunho do general Alcides de Oliveira, a perspectiva
de Jaime Nogueira Pinto, e a sua própria experiência ultramarina, refere-nos
que era evidente nos últimos anos o cansaço dos oficiais e sargentos do quadro
permanente devido às sucessivas comissões ao longo de 12 anos com intervalos de
permanência no continente de cerca de um ano.
Segundo o autor, foi o denominado Espirito de Bissau, ou seja, a
solidariedade dos oficiais da Guiné com o General Spinola e a sua frustração
com Marcello Caetano que levaram ao
golpe previsto pelo Movimento dos Capitães.
As Forças Armadas portuguesas enfrentavam uma
situação delicada. Os militares combatiam numa guerra colonial sem perspectivas
reais de vitória. Sabiam que a derrota para os movimentos de libertação
nacional, surgidos no início dos anos 60 em Angola e Moçambique, era apenas uma
questão de tempo.
Naquela altura, Portugal vivia a situação
contraditória de ser um império colonial subdesenvolvido e periférico. Essa
realidade foi determinante para o desfecho da crise.
Devido à impossibilidade de vencer os
rebeldes, restava ao governo português a solução política: negociar com as
guerrilhas. Essa saída, porém, só se viabilizaria com uma ruptura, dado que os
interesses que se opunham ao fim do colonialismo eram dominantes no aparelho de
Estado. Essa era a lógica do golpe de 25 de Abril. A mola impulsionadora deste movimento ocorreria no Porto entre 1 e 3 de
Junho de 1973, no chamado Congresso dos
Combatentes.
O fim da ditadura salazarista começou a
tomar forma com a publicação de um livro. Best-seller desde o lançamento, nas
semanas que antecederam a revolução, Portugal
e o Futuro, de António de Spínola, abalou o regime. O general defendia nada
menos que o reconhecimento do direito à autodeterminação das colónias. Angola,
Moçambique e outras colónias deveriam ter, segundo ele, instituições
democráticas e governos eleitos pela maioria.
Spínola parecia insuspeito para defender a
tese. Respeitado na hierarquia militar, o general era um homem conservador,
cujo pai fora amigo de Salazar. Daí o impacto da defesa da democracia em seu
livro, que semeou pânico na direita. A linguagem frontal de Spínola fez dele um
herói e fragilizou Marcello Caetano.
Inevitavelmente, a opinião pública concluiu
que nenhum governo poderia aceitar de bom grado a participação popular em
África, ao mesmo tempo que a negava em Portugal.
O Movimento
das Forças Armadas (MFA) nascera pouco antes do êxito editorial de Spínola,
quando, no final de 1973, um pequeno grupo de capitães e militares de patentes
intermediárias compareceu a um encontro nos arredores de Évora. Esses oficiais
afirmavam-se vítimas de injustiças profissionais. Foi só aos poucos que o Movimento dos Capitães, formou um núcleo
a partir do qual se esboçaram um plano de tomada do poder e um projecto
nacional.
A contestação assumiu inicialmente
formas organizadas na Guiné onde surgiu o primeiro documento, em 28 de Agosto
1973, com a recolha de assinaturas de adesão.
A reunião de Évora em 21 de
Agosto 1973 em que se esboçava o movimento organizativo na metrópole, e onde
foi aprovada uma exposição para ser subscrita pelos presentes, deverá ser
considerado o acto fundador do Movimento
dos Capitães. Entretanto tinha já estabelecido as suas ligações com Angola
e Moçambique, onde recebeu um número significativo de adesões. O núcleo do
movimento em Angola vai então assumir algum protagonismo.
Na reunião de 21 de Setembro de
1973 em Luanda, tinha ficado decidido aprovar-se o pedido de demissão de
oficiais do Exército que, subscritos individualmente, seriam apresentados em
conjunto e sob o mesmo modelo formal, no caso de se confirmarem os pressupostos
e consequências daqueles decretos-lei que punham em causa o prestigio da
instituição militar. Esta mera contestação dos decretos centrava-se na
necessidade da recuperação e defesa do prestígio da instituição militar e dos
seus membros. Essa tentativa de recuperação do prestígio da instituição
militar, era por si só a implícita demarcação em relação ao poder político.
Havia agora a nítida intenção de mostrar ao povo português que a instituição
militar não queria ser mais olhada, como um dos sustentáculos maiores da
ditadura. Esta introdução da componente política viria a transformar o Movimento dos Capitães no Movimento das Forças Armadas.
Na metrópole, foi só na reunião
de 24 de Novembro de 1973, em São Pedro do Estoril, que se verificou
intervenções com claro conteúdo político, se bem que agora já mais avançadas,
propondo-se sem ambiguidades um golpe militar para derrube do governo e da
ditadura.
Nesta referida reunião, o
movimento inicia o seu trajecto para a politização, se bem que então ainda
tenha adiado a assunção de objectivos políticos. Mas foi aí que, pela primeira
vez, foi confrontado com essa opção tornando-se a politização do movimento
irreversível, vindo a confirmar-se em 5 de Março de 1974, na reunião de
Cascais, quando foi aprovado o manifesto
“O Movimento, as Forças Armadas e a Nação”, que constituiu uma afirmação
inequívoca da intenção de intervir politicamente. Tratou-se, verdadeiramente,
de um enunciado dos princípios em que iria assentar o futuro “Programa do
Movimento das Forças Armadas”.
Desta forma, as trajetórias dos
capitães revoltosos e do general dissidente confluíram para o mesmo ponto em 25
de Abril.
No meio século que antecedeu Abril de 1974, a
imprensa foi impedida de noticiar o dia-a-dia da Nação e, sobretudo, de
denunciar os excessos cometidos ao abrigo daquilo a que então se designava por
“lei da rolha”.
O autor apresenta-nos algumas tentativas que
alguns jornalistas faziam para levar esses «comportamentos desviantes » do
regime, como seja, os excessos de poder ou da incompetência deste ou daquele
governante ao conhecimento do público.
Apesar de, na prática, ser quase
discricionária e marca da prepotência, senão da omnipotência do poder, a
censura do Estado Novo estava enquadrada por um regime legal.
Na questão da Lei da Imprensa e do «Exame
Prévio» que nos refere o texto, há declaradamente em 1970 uma provocação para a
discussão de uma nova lei na Assembleia Nacional, levada a cabo por Sá carneiro
e Pinto Balsemão. A ideia era fazer o governo avançar com o seu projecto lei,
dado que era uma promessa que se vinha adiando.
A Lei
de Imprensa que entrou em vigor em Junho de 1972, não trouxe quaisquer
novas limitações não obstante a sua força legal. Há isso sim, um endurecimento
do exame prévio. Ou seja, o regime mantinha-se em função de uma censura bem
vincada.
Na carta que o autor nos mostra de Raul Rego,
responsável pelo jornal República, a
Marcello Caetano, queixava-se de os processos serem os mesmos e em que a única
diferença eram os modelos dos carimbos. Os editoriais de Raul Rego, tiveram
importância pela sua continuada insistência, na contra-argumentação aos
discursos oficiais de Marcello Caetano. Através dos textos e respectivos cortes
da censura que o autor junta no seu trabalho, podemos fazer uma apreciação dos
contextos proibidos.
Outro jornal, o Expresso, cuja publicação se iniciou em Setembro de 1973, tornou-se
num incomodo semanário em relação ao sector mais ortodoxo do regime, procurando
acompanhar todos os acontecimentos da vida política em Portugal. Procurava-se
nos seus editais trazer à discussão questões como o ultramar. O Expresso, relativamente a esta questão
deu um grande apoio ao spinolismo
emergente. O autor dá-nos exemplos de cortes prévios da censura a alguns
artigos, cujos temas este semanário procurava insistidamente publicar.
Relativamente aos livros, aqueles publicados
em 1973, na área político-social, estavam todos relacionados com as diversas
correntes de opinião, que intervinham no debate social, da sociedade
portuguesa, que se afastava desde os anos anteriores.
Autores como Mário Soares, Sá Carneiro,
apresentavam nos seus textos, as várias propostas de alteração à sociedade.
Também do lado do regime, os seus autores,
nomeadamente Marcello Caetano e Adriano Moreira tiveram a preocupação de
publicar em livro as suas principais intervenções, bem como as suas análises
relativamente à continuidade e à credibilidade do corporativismo.
Os livros da oposição tomavam então a forma
de luta política e de trazer ao conhecimento do público muitas das ideias
cortadas pelo «Exame Prévio».
A censura actuava à semelhança de como tinha
feito na altura de Salazar elaborando listas de livros que eram politicamente
considerados inconvenientes. Quem controlava o sistema era a DGS através de um
apertado sistema de fiscalização às livrarias, editoras e aos distribuidores.
Vários editores viram as suas instalações
destruídas e encerradas violentamente pela Polícia. Alguns tinham quase todas
as suas edições proibidas de circular no mercado.
Poucos foram os grandes nomes da cultura
portuguesa que escaparam ao crivo da censura repressiva. E muitos são aqueles
que, com maior ou menor impacto, conheceram a violência da censura no seu
pensamento escrito, quando, não mesmo, a violência da brutalidade física na sua
carne e na sua dignidade. De pouco serviam as intervenções parlamentares de
deputados liberais, como Francisco Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Miller Guerra e
de mais dois ou três que não poupavam o Regime, reclamando corajosamente pelos
direitos e liberdades negados aos cidadãos do seu País.
A repressão da cultura e dos seus obreiros
nas várias e distintas facetas foi uma saga feroz e indiscriminada que só parou
quando os tanques do saudoso capitão Salgueiro Maia começaram a entrar
vitoriosos no Terreiro do Paço de Lisboa.
Em suma, quase
todos os sectores da vida nacional,
nomeadamente as Forças Armadas e a Igreja Católica, sentiram a necessidade de
não se mostrarem disponíveis para continuar solidários com a via governamental
de Marcello Caetano. Fizeram-no de várias formas.
Manuel Bernardo, pretendeu neste
seu trabalho encadear os factos ocorridos, com a possível influência da
Imprensa periódica ou não, incluindo os livros publicados, na desagregação do
poder do Estado Novo.
Ao pretender fazer esta
aproximação, deparou com algumas barreiras em termo de fontes abertas à
investigação, resultantes da especificidade do regime político vigente e das
defesas por ele organizadas e montadas. Contudo, e de forma a suplantar a falta
de dados à data da publicação, o autor, reuniu um conjunto de entrevistas com
os protagonistas das actividades levadas a efeito, quer na Imprensa, quer na
contestação militar, juntando em anexo as considerações mais significativas.
Em termos de apreciação, pensamos estar perante uma pesquisa bem elaborada e que apresenta um interessante repositório de factos. O trabalho conseguiu ser uma reflexão sobre os diversos enquadramentos tanto a nível interno como externo que levaram à aceleração do processo contestatário.